RAFAEL PEREIRA
Com uma campanha brilhante do Fortaleza, que liderou a série B desde o seu princípio, e os acessos consecutivos do CSA, arrancando da Série D para a Série A, o Nordeste teve a chance de fazer história no ano de 2019, colocando, pela primeira vez, 5 clubes na elite do futebol nacional. Infelizmente, não aconteceu, o futebol praticado por Vitória e Sport durante o campeonato acarretou nos rebaixamentos dos rubro-negros, que se assemelharam bastante durante a competição, não em relação às cores ou por serem nordestinos, e sim pela má gestão de suas diretorias, refletida nos protestos contra seus presidentes e no desempenho pífio dentro de campo.
Ambos agonizaram seus torcedores nas arquibancadas, visto que os sistemas defensivos do Sport e do Vitória pareciam competir para ver quem proporcionava mais chances aos adversários. A facilidade para criar oportunidades claras de gol em cima desses dois times foi tanta que tiveram as duas defesas mais vazadas do campeonato, mais até do que o lanterna Paraná, que só fez 23 pontos.
Enquanto Sport e Vitória lastimam profundamente a disputa da segundona em 2019, o CRB comemora, os alagoanos só alcançaram a permanência na última rodada e o trio representará o Nordeste na Série B no próximo ano. Uma dificuldade a mais para os nordestinos será o desgaste com viagens, pois somente a região Sul conta com 7 clubes (Brasil de Pelotas, Coritiba, Figueirense, Paraná, Operário, Criciúma e Londrina).
Na série A, a última edição que não teve um clube pernambucano foi em 2011, de lá pra cá o Sport só ficou de fora em 2013, quando o Náutico estava na elite, e, em 2016, o torneio teve Sport e Santa Cruz. Lamentavelmente, esse ciclo com Pernambuco na primeira foi quebrado, porque, em 2019, os 4 clubes nordestinos são de Ceará, Alagoas e Bahia.
Imaginando possíveis dificuldades para os clubes da região, o Portal RCF decidiu deduzir alguns dos problemas que cada um dos nordestinos da série A 2019 deve enfrentar:
Bahia: A perda de jogadores deve ser um problema para o time, a começar por Zé Rafael, melhor jogador da equipe, indo para o Palmeiras. O jovem Ramires, uma das revelações do Brasileirão, certamente receberá propostas de grandes clubes, devido ao bom futebol apresentado, o lateral esquerdo Léo, emprestado pelo Fluminense, já está sendo sondado pelo São Paulo. Além deles, alguns jogadores que foram bastante úteis estão com o contrato acabando, como o atacante Gilberto, ex-Santa e ex-Sport, jogador que teve um começo fulminante e foi chamado carinhosamente pela torcida de “Golberto”.
Ceará: O Ceará conseguiu uma retomada histórica, no crescimento na tabela e no desempenho dentro de campo. O técnico Lisca, que renova com o Vozão nesta segunda-feira (3), conseguiu extrair o máximo de cada jogador, mas, para não sofrer na próxima temporada como foi este ano, alguns reforços seriam interessantes para o time. A média de idade do elenco é alta e isto pode ser um problema devido à maratona de partidas, alguns jogadores mais novos podem intensificar a dinâmica do time, principalmente atletas ofensivos de lado de campo, visto que as principais opções do time já passaram dos 30 como Felipe Azevedo, Éder Luís e Juninho Quixadá. Além disso, o Ceará vendeu Arthur, seu melhor jogador, ao Palmeiras; dificilmente, o clube conseguirá uma reposição do mesmo nível.
CSA: Provavelmente, o clube que terá mais dificuldades para se manter na série A. A falta de familiaridade com a elite pode pesar e o clube sentir a pressão em algumas partidas, então, é mister que o clube comece bem o campeonato para aumentar a confiança e se certificar de que pode sim disputar a primeira divisão. Nesse ponto, os jogadores com maior rodagem serão fundamentais como Juan, Wellington Silva, Neto Berola e Walter; quem também pode impulsionar essa confiança é o torcedor, lotando o Rei Pelé e acreditando sempre na vitória. Ademais, como qualquer clube advindo da série B, o CSA precisa se reforçar, e a margem de erro para esses reforços é mínima, devido à capacidade de investimento inferior aos concorrentes, vale lembrar que há dois anos o clube estava na série D.
Fortaleza: O clube conseguiu a renovação tão desejada com o treinador Rogério Ceni, uma notícia muito boa, mas que merece um ponto de atenção. O time jogou toda a série B valorizando a posse da bola, jogadores dando opção de passe e com uma boa movimentação ofensiva, no entanto, a partir do ano que vem, o Tricolor precisará aperfeiçoar esse modelo de jogo para enfrentar equipes tecnicamente melhores ou então passar a jogar de uma forma distinta em certas partidas. O time cearense emendou 2 acessos em dois anos, esteve pouco capitalizado nos últimos anos, mais de uma década longe da elite. Ou seja, assim como o CSA, precisa dos reforços mais assertivos possíveis. O fato de ter mantido o treinador diminui a margem de erro, principalmente sendo Rogério quem montou o time de 2018 e renasceu o futebol de alguns atletas como Derley, ex-Náutico e ex-Santa, Dodô e, principalmente, Gustavo, o Gustagol, artilheiro do Brasil na temporada 2018, com 30 gols.
MATEUS PEDROSA pedrosa@portalrcf.com.br Difícil é falar de justiça no âmbito dos esportes, principalmente no meio futebolístico. Uma bola desviada, segundos a mais, erro de arbitragem, entre outros, são capazes de fazer da justiça uma palavra volátil. Mas analisando, isoladamente, o desempenho do Sport em 2018, é totalmente aceitável que o time fez jus ao status atual de rebaixado. O fracasso originou-se verticalmente, de cima para baixo, com a instabilidade política e as péssimas escolhas dos administradores, a começar pelo presidente Arnaldo Barros, desde o começo do ano. O extra-campo conturbado e desorganizado do clube com 3 direções na temporada, crise política, clamor da torcida por impeachment e desmantelo nas finanças, desembocando nos salários atrasados, fizeram do Sport, um dos maiores do Nordeste, um fiasco em 2018. Tudo isso influencia e justifica as péssimas escolhas tomadas pelos superiores. A venda e/ou empréstimo de jogadores regulares e constantes na temporada de 2017, como Diego Souza, André, Samuel Xavier, Rithely, fizeram com que o nível técnico do time caísse significativamente. Acredito que o erro não foi a opção de negociar tais jogadores, até porque o clube precisava arrecadar fundos, mas a demora para repor, bem como a discrepância das novas contratações frente a qualidade dos atletas negociados. Além disso, falta de planejamento, já que houve 4 trocas no comando técnico do time, estampando a ausência de objetivos bem traçados e alinhados para toda a temporada e a tentativa de remendar insucessos de gestão com a mera troca de treinador. Com salários atrasados e 4 alterações técnicas, não há como o time passar ileso dentro de campo. Foi notória a influência externa no desempenho dos jogadores, e muitos deles falaram abertamente a situação. Sem remuneração, o estímulo do trabalhador não é o mesmo, e no caso dos jogadores rubro-negros não seria diferente. Ademais, o elenco demora para ganhar uma feição técnica e tática de cada estilo de treinador. E com 4 treinadores, o Sport foi simplesmente um time remendado tentando se consertar a cada insucesso. Com todos esses fatores, surpreendente seria se o time obtivesse resultados diferentes na temporada. Simplesmente, o Sport nem à final do Estadual foi, teve atuação pífia na Copa do Brasil perdendo pro Ferroviário, e desabou nas ruínas do rebaixamento. Espero que sirva de lição, até porque em 2019 a cota de TV diminuirá em 33 milhões de reais, passando dos atuais 40 mi para apenas 7 mi.
MATEUS PEDROSA
O dia mais difícil para o Sport se aproxima. No domingo (2), não será suficiente o bom desempenho em campo. O rubro-negro, para se salvar do rebaixamento depende da sua vitória contra o Santos e de resultados benéficos nos jogos do América-MG, da Chapecoense e até do Vasco.
O Leão pernambucano não enfrentará apenas a atormentadora situação psicológica na última rodada do brasileirão, mas também uma dilema tático. Tudo isso porque Milton Mendes não poderá contar com duas peças importantes para a engrenagem técnica e tática: Jair e Cláudio Winck. Além de ambos jogadores terem sido consistentes nas últimas partidas, eles são de certa forma insubstituíveis.
Jair é, talvez, o principal jogador do Sport, responsável pela armação, e muitas vezes funcionando como medidor de temperatura do jogo, ora cadenciando, ora acelerando os passes. E um atleta dessa capacidade e regularidade, o elenco do Sport não tem disponível. Milton Mendes terá que recorrer a Neto Moura, Marlone, Michel Bastos ou a Felipe Bastos. O primeiro apresenta um bom potencial, mas oscila bastante de um jogo para outro e dentro de um próprio jogo, intercalando momentos de concentração e distração, o que resulta na sua não afirmação no time. Marlone é outro que oscila bastante e ainda conta com o ônus de ter acabado de voltar de lesão. Michel Bastos já fez a função de meio armador, e pode ser um recurso a ser utilizado pelo técnico, mas gera o inconveniente de ter que colocar alguém na sua função pela ponta esquerda. Ou, ainda, pode o técnico utilizar Felipe Bastos, que tem um bom chute de fora de área, mas é mais lento na marcação.
Quanto à ausência de Cláudio Winck, a dor de cabeça é maior. Sander vem desfalcando o Sport devido a uma torção no tornozelo e por isso Raul Prata tem sido utilizado na lateral esquerda. Nessas circunstâncias, Milton Mendes pode deixar Raul na esquerda, improvisar Andrigo ou Ernando na direita e escalar Ernando na zaga, na primeira hipótese, ou escalar Ronaldo Alves na zaga, na segunda hipótese. Ainda, pode puxar Raul para a direita e improvisar Ronaldo Alves na lateral esquerda. Nitidamente, o Sport perderá bastante poderio ofensivo pelas laterais, o que vinha sendo um ponto forte com as boas atuações de Cláudio Winck.
Mas o rubro-negro pernambucano também contará com fatores positivos na "final" a ser realizada domingo. O Santos não tem mais grandes pretensões no campeonato, podendo atingir no máximo a oitava colocação e vem ao Recife sem o artilheiro do Brasileirão, Gabigol. A torcida apaixonada marcará presença e apoiará incansavelmente o time, na Ilha do Retiro. O goleiro Maílson vai para a partida cheio de moral após a bela atuação contra o São Paulo, o que gera uma maior segurança para o time. E a possibilidade da volta de Sander será o maior reforço para o time. Além de ser um jogador consistente, sanaria a problemática do desfalque de Cláudio Winck.
RAFAEL PEREIRA
Há cerca de um ano, a torcida do Náutico estava inconsolável com a campanha da equipe na Série B do Campeonato Brasileiro, principalmente pelo fato do time ter disputado o acesso em 2016, quando perdeu a chance de subir à Primeirona na última rodada para o Oeste, e ter sido rebaixado para a Série C do futebol nacional no ano passado. Cenário terrível para o clube, voltar a disputar a terceira divisão no meio de uma crise financeira e técnica, com um jejum enorme de títulos.
Por mais que o contexto pareça desfavorável, o torcedor alvirrubro é o mais satisfeito com a temporada de 2018. Antes de começarem os jogos, o clima era de desconfiança e incerteza, pois o clube precisava, além de trazer resultados dentro de campo, impulsionar suas receitas. Para agitar ainda mais o coração da torcida e dos dirigentes, o Timbu teve um confronto decisivo contra o Itabaiana logo de início, a classificação para fase grupos da Copa do Nordeste era fundamental, o Náutico não poderia deixar a oportunidade de uma quantia significativa entrar no caixa. Foi com emoção, mas a classificação veio nos pênaltis após duas partidas sem nenhuma rede balançar, sensação de alívio, a primeira batalha do ano foi vencida.
Os resultados contra Botafogo da Paraíba e Bahia até foram bons, mas os dois empates com o Altos custaram a classificação para as quartas. Concomitantemente a isso, o clube acabou o estadual na primeira posição, tendo perdido apenas um jogo dos 10 jogos, vale salientar ainda o gostinho especial de ter vencido o maior rival por 3 a 0, o único confronto com o Sport no ano. Nas fases eliminatórias, eliminou Afogados da Ingazeira e Salgueiro antes de encerrar o jejum tão aguardando contra o Central na finalíssima; desde 2004 a torcida não soltava o grito mais festejado do futebol “É campeão”.
A euforia pelo título acompanhou uma participação regular na Copa do Brasil, visto que a equipe conseguiu chegar até a quarta fase do torneio quando caiu diante da Ponte Preta. As verbas advindas das classificações em cada fase fizeram total diferença para as finanças do clube, com cerca de R$ 3 milhões em caixa pelo avanço fase a fase. Mais uma vez a torcida alvirrubra se viu à frente de Santa Cruz e Sport, que caíram na primeira e segunda fase, respectivamente. O Leão, por sinal, teve uma eliminação vexatória e incrível contra o Ferroviário em plena Ilha do Retiro.
No Campeonato Brasileiro, o Timbu fez uma boa campanha, assim como no estadual, pois terminou a primeira fase na liderança do seu grupo depois de um bom trabalho do técnico Márcio Goiano. Até o momento, a temporada estava impecável, torcida eufórica e muito satisfeita, até o clube cruzar seus caminhos com o Bragantino, no momento de conquistar o acesso e garantir que o ano se encerrasse com chave de ouro, mas o Náutico não resistiu e caiu diante do time paulista.
A eliminação doeu nos torcedores, mas logo encontraram refúgio na recuperação do Estádio Eládio de Barros Carvalho. A Avenida Conselheiro Rosa e Silva, nos Aflitos, vai voltar a ficar vermelha e branca em dias de jogos. Se o saldo da temporada de 2018 é positivo para os torcedores alvirrubros, muito se deve ao empenho da diretoria para recuperar os Aflitos e controlar as finanças do clube. Hoje, o Náutico não tem salários atrasados e contém gastos, realidade considerada difícil de se alcançar nos últimos anos. A volta aos Aflitos é fundamental para recuperar a identidade do clube. Agora, a ansiedade toma conta de todos os envolvidos para ver o Náutico encher seu estádio diante do argentino Newell’s Old Boys, em grande estilo, como a torcida merece, no próximo dia 16 de dezembro. É um amistoso, com clima festivo, que vai coroar o ano alvirrubro. 2018, para o Náutico, foi um ano vitorioso.
MATEUS PEDROSA
Em todos os espectros da vida social é de extrema
dificuldade chegar-se a um consenso. Talvez no âmbito esportivo ocorra as
maiores divergências e polêmicas nas discussões acerca do ponto de vista de
cada um. Mas no basquete, atualmente, é diferente. E tem um motivo: o nome dele
é Lebron James. Não há polêmica quando se decreta que "King James" é
o maior jogador de basquete em atividade, e com certeza um dos maiores da
história. Inclusive, já há defensores do atleta afirmando que ele é, sim,
melhor que Michael Jordan. Neste mérito, a discussão é infindável.
Lebron desde cedo se destacou, pulando uma fase para
chegar a NBA. O normal é os jogadores saírem do colégio, passarem para a
universidade e depois dela serem selecionados pelos grandes times da Liga
Americana, mas Lebron James é especial, passou direto da High School para
a NBA. O jogador é realmente impressionante, deixa os espectadores e
telespectadores perplexos a cada nova jogada genial, que só ele é capaz de
fazer. Além disso, carrega consigo números irrefutáveis, é o maior cestinha em
atividade, tornou-se o quinto maior cestinha da história nesta quinta (15),
está presente nas finais da Liga desde 2011, alcançando o recorde de 8 finais
consecutivas, entre outros tantos números já alcançados pelo atleta.
O jogador tem um peso enorme dentro de um time,
obviamente. Isso é claro ao olharmos para o Cleveland Cavaliers, antigo time do
atleta, que sofreu poucas alterações no seu elenco, e amarga a última posição
na classificação depois de órfão do "Papai Lebrão". Já o Los Angeles
Lakers, capenga na temporada anterior, mostra bastante competitividade após a
chegada do King para formar um time com bastante potencial junto aos jovens de
LA.
Fazendo o paralelo com o universo futebolístico, costumo
dizer que Lebron James é nada mais, nada menos, que a soma de Messi e Cristiano
Ronaldo. Assim como Messi, o atleta consegue elaborar jogadas inimagináveis,
demonstrar uma criatividade única, e o melhor: todo mundo sabe, geralmente, quais
movimentos ambos os atletas irão executar, mas ninguém consegue os deter. Já o
outro lado de Lebron, mais parecido com o craque português, também é nítido.
Aos 33 anos, o atleta tem um físico exemplar: é forte, resistente e raramente
se machuca. Tanto é que na temporada passada, ele jogou todos os jogos da
temporada pelos Cavaliers, alcançando a marca de mais de 82 jogos, e em muito
deles, o jogador jogava quase o tempo integral. Além disso, Lebron consegue ser
um líder como Cristiano Ronaldo, sempre guiando o time e impondo a qualidade
técnica e a capacidade moral para motivar os demais companheiros. Por fim, a
última semelhança é fora de quadra. "The King James" é tão focado
quanto o craque da Juventus nos treinamentos, chegando sempre mais cedo nos
treinamentos e saindo mais tarde.
É por essas e por muitas outras razões que, aqui,
humildemente eu deixo minha admiração. Além de despertar minha paixão pelo
basquete, me alegrar a cada jogo, e contagiar milhões de pessoas ao redor do
mundo, Lebron James é extremamente ativo fora das quadras, tentando oportunizar
uma melhor vida para o próximo. Na minha curta vida no esporte, não consigo ter
dúvidas, Lebron é o maior atleta que já vi jogar.
Na Série A do Campeonato Brasileiro, a disputa está acirrada contra as vagas da zona do rebaixamento, que não são desejadas por clube algum. 10 clubes estão na briga para se salvar da degola e, diante disso, para auxiliar os leitores, o Portal RCF fez um mais levantamento sobre os caminhos de cada um desses clubes até a última rodada da elite do futebol nacional. A briga está cada vez mais acirrada, inclusive quando se observa a classificação, pois a diferença entre o 10º, Fluminense, e o 17º, Chapecoense, primeira equipe da faixa de rebaixamento, é de apenas quatro pontos.
Nesse momento do campeonato, o ponto de corte está em 44 pontos, ou seja, agora, o clube que conseguisse essa pontuação estaria teoricamente livre da Série B 2019. Porém, a média histórica aponta que o número realmente seguro para a salvação é de 45 pontos. Nesta matéria, a reportagem vai trabalhar em cima dos 45 pontos de corte histórico da salvação para trazer o que cada clube, na prática, precisa fazer.
A seguir, os confrontos de cada um a partir da 34ª rodada, que começa nesta quarta-feira (14). Em amarelo, os adversários diretos contra o rebaixamento e, em verde, oponentes que buscam o título. O Paraná, virtualmente rebaixado, está destacado em laranja. Confira:
FLUMINENSE - 10º com 41 pontos
PRECISA DE: uma vitória e um empate
Palmeiras - fora
Ceará - casa
Bahia - fora
Internacional - fora
América Mineiro - casa
BAHIA - 11º com 41 pontos
PRECISA DE: uma vitória e um empate
Ceará - casa
Atlético Mineiro - fora
Fluminense - casa
América Mineiro - fora
Cruzeiro - casa
BOTAFOGO - 12º com 41 pontos
PRECISA DE: uma vitória e um empate
Chapecoense - fora
Internacional - casa
Santos - fora
Paraná - casa
Atlético Mineiro - fora
CORINTHIANS - 13º com 40 pontos
PRECISA DE: uma vitória e dois empates ou duas vitórias
Cruzeiro - fora
Vasco - casa
Atlético/PR - fora
Chapecoense - casa
Grêmio - fora
CEARÁ - 14º com 38 pontos
PRECISA DE: duas vitórias e um empate
Bahia - fora
Fluminense - fora
Paraná - casa
Atlético Paranaense - fora
Vasco - casa
VASCO - 15º com 38 pontos
PRECISA DE: duas vitórias e um empate
Atlético Paranaense - casa
Corinthians - fora
São Paulo - casa
Palmeiras - casa
Ceará - fora
SPORT - 16º com 37 pontos
PRECISA DE: duas vitórias e um empate ou três vitórias
Vitória - casa
Flamengo - casa
Chapecoense - fora
São Paulo - fora
Santos - casa
CHAPECOENSE - 17º com 37 pontos
PRECISA DE: duas vitórias e um empate ou três vitórias
Botafogo - casa
Grêmio - fora
Sport - casa
Corinthians - fora
São Paulo - casa
VITÓRIA - 18º com 35 pontos
PRECISA DE: três vitórias e um empate
Sport - fora
Atlético Paranaense - casa
Cruzeiro - fora
Grêmio - casa
Palmeiras - fora
AMÉRICA MINEIRO - 19º com 34 pontos
PRECISA DE: três vitórias e dois empates ou quatro vitórias
Internacional - fora
Santos - casa
Palmeiras - fora
Bahia - casa
Fluminense - fora
MATEUS PEDROSA
Da
necessidade matemática acerca da situação do time do Sport na série A, quase
todos têm ciência: o rubro-negro pernambucano precisa de 3 vitórias e 3 empates
ou 4 vitórias nos 7 jogos que lhe restam. Mas das projeções numéricas para a
realização do objetivo proposto há inúmeras variáveis, estando dentre as
principais a pretensa decisão entre Sport e Ceará pela 32ª rodada.
Talvez, o
confronto contra o time de Lisca seja o mais importante da temporada,
principalmente pelas consequências que dele podem surgir. O jogo ganha tais
contornos não só pela posição na tabela de ambos os times na briga direta
contra o desgostoso rebaixamento, mas também pelo envolvimento psicológico
diante da atuação dentro das quatro linhas e do resultado. O Leão pernambucano
atualmente se vê frente a uma bifurcação que traça caminhos extremos: a vitória
e o caminho da ladeira íngreme rumo à permanência na primeira divisão e a
amarga derrota em direção à ladeira descendente da segunda divisão. Isso
porque, na iminência do 6º jogo sob o comando de Milton Mendes, o time já
consegue uma certa maturidade tática e técnica na sua forma de jogar, o que
gera uma maior responsabilidade para a soma dos 3 pontos.
Além disso, há a
expectativa de maior público do ano para o clássico nordestino. O time, nos 90
minutos decisivos que sobrevirão, terá o imenso peso de corresponder à
confiança imposta pela torcida, demonstrando bom futebol preferencialmente, mas, sobretudo, raça! E, nesse panorama, o jogo pode se tornar empolgante para os
jogadores, utilizando a torcida literalmente como 12º jogador para conseguir a
vitória, ou, pelo contrário, a depender da atuação do time, a torcida exigente
rubro-negra pode chatear-se, como já aconteceu várias vezes anteriormente, e os
jogadores terão que saber jogar sob às críticas simultâneas da multidão.
Nesse
cenário, o "jogo de 6 pontos" será o divisor de águas. Ganhando, o
time terá mais do que nunca, fôlego para conseguir os pontos que restam para a
permanência. Já se perder, acredito que será difícil o time e a torcida
encontrarem ânimo depois de um "balde de água fria". Claro que essas
projeções podem não se concretizar, pois são meras projeções. Então, aguardemos
pelo futuro, mas principalmente pelo próximo capítulo na Ilha do Retiro contra
o Ceará.
O mês de novembro é marcado no futebol pela reta final do Campeonato Brasileiro. Na Série A, a disputa está acirrada contra as vagas da zona do rebaixamento, que não são desejadas por clube algum. 9 clubes estão na briga para se salvar da degola e, diante disso, para auxiliar os leitores, o Portal RCF fez um levantamento sobre os caminhos de cada um desses clubes até a última rodada da elite do futebol nacional.
Nesse momento do campeonato, o ponto de corte está em 44 pontos, ou seja, agora, o clube que conseguisse essa pontuação estaria teoricamente livre da Série B 2019. Porém, a média histórica aponta que o número realmente seguro para a salvação é de 45 pontos. Nesse sentido, o Corinthians está mais próximo da salvação e precisa de duas vitórias. Nesta matéria, a reportagem vai trabalhar em cima dos 45 pontos históricos da salvação para trazer o que cada clube, na prática, precisa fazer.
O último colocado, o Paraná, tem 17 pontos e está virtualmente rebaixado. Isso porque, se ele vencer os sete jogos que ainda lhe restam, só chegaria a 38 pontos, índice abaixo do suficiente para escapar do rebaixamento. Dentre os clubes na disputa, o Ceará é o que mais tem chamado a atenção no momento, pois, antes da parada para a Copa do Mundo, tinha somado cinco pontos em cinco empates durante 12 rodadas. Estava na lanterna e desacreditado. Após o Mundial, venceu o Sport e ali começou a arrancada.
Observando os confrontos, o Bahia é que tem mais confrontos diretos com clubes que também procuram a manutenção na Primeirona. O Tricolor baiano também não vai encarar mais equipes que disputam o título. Vasco, Botafogo, América Mineiro e Sport enfrentarão, cada um, dois times que estão de olho na taça do Brasileirão. O Sport necessita de três vitórias e três empates ou quatro vitórias. Ou seja, não pode perder mais que três jogos.
A seguir, os confrontos de cada um. Em amarelo, os adversários diretos contra o rebaixamento e, em verde, oponentes que buscam o título. O Paraná, virtualmente rebaixado, está destacado em laranja. Confira:
CORINTHIANS - 11º com 39 pontos
PRECISA DE: duas vitórias ou uma vitória e três empates
Botafogo - fora
São Paulo - casa
Cruzeiro - fora
Vasco - casa
Atlético/PR - fora
Chapecoense - casa
Grêmio - fora
BAHIA - 12º com 37 pontos
PRECISA DE: duas vitórias e dois empates ou três vitórias
Chapecoense - casa
Vitória - fora
Ceará - casa
Atlético Mineiro - fora
Fluminense - casa
América Mineiro - fora
Cruzeiro - casa
CEARÁ - 13º com 37 pontos
PRECISA DE: duas vitórias e dois empates ou três vitórias.
Sport - fora
Internacional - casa
Bahia - fora
Fluminense - fora
Paraná - casa
Atlético Paranaense - fora
Vasco - casa
VASCO - 14º com 35 pontos
PRECISA DE: três vitórias e um empate ou quatro vitórias. Ou seja, não pode perder mais que quatro jogos.
Fluminense - fora
Grêmio - fora
Atlético Paranaense - casa
Corinthians - fora
São Paulo - casa
Palmeiras - casa
Ceará - fora
BOTAFOGO - 15º com 35 pontos
PRECISA DE: três vitórias e um empate ou quatro vitórias. Ou seja, não pode perder mais que quatro jogos.
Corinthians - casa
Flamengo - casa
Chapecoense - fora
Internacional - casa
Santos - fora
Paraná - casa
Atlético Mineiro - fora
AMÉRICA MINEIRO - 16º com 34 pontos
PRECISA DE: três vitórias e três empates ou quatro vitórias. Ou seja, não pode perder mais que três jogos.
Cruzeiro - casa
Paraná - casa
Internacional - fora
Santos - casa
Palmeiras - fora
Bahia - casa
Fluminense - fora
CHAPECOENSE - 17º com 34 pontos
PRECISA DE: três vitórias e três empates ou quatro vitórias. Ou seja, não pode perder mais que três jogos.
Bahia - fora
Santos - fora
Botafogo - casa
Grêmio - fora
Sport - casa
Corinthians - fora
São Paulo - casa
SPORT - 18º com 33 pontos
PRECISA DE: três vitórias e três empates ou quatro vitórias. Ou seja, não pode perder mais que três jogos.
Ceará - casa
Fluminense - fora
Vitória - casa
Flamengo - casa
Chapecoense - fora
São Paulo - fora
Santos - casa
VITÓRIA - 19º com 33 pontos
PRECISA DE: três vitórias e três empates ou quatro vitórias. Ou seja, não pode perder mais que três jogos.
Paraná - fora
Bahia - casa
Sport - fora
Atlético Paranaense - casa
Cruzeiro - fora
Grêmio - casa
Palmeiras - fora
MATEUS
PEDROSA
Esporte bastante famoso no Brasil,
mas encarado pela maioria da população como uma modalidade amadora, e não como
um esporte olímpico, o tênis de mesa é muito mais do que aquela mesa
improvisada no cantinho de casa ou no pátio do colégio. Oficialmente, por
exemplo, o saque não precisa ser "cruzado" e se alterna de dois em
dois, independentemente da conquista do ponto pelo sacador. E, acredite, uma
raquete profissional custa em torno de R$ 1200,00.
Encerrou-se neste domingo (21) mais
uma Copa do Mundo de Tênis de Mesa, e deu a lógica: os chineses mantiveram a
hegemonia, conquistando as medalhas de ouro e bronze. Os amantes do esporte
daqui do Brasil encheram-se de expectativas esperando bons resultados dos
brasileiros Hugo Calderano e Gustavo Tsuboi, especialmente aquele por ocupar a
11ª posição no ranking mundial. Mas Calderano não esteve num bom dia e foi
eliminado logo na fase de grupos após duas derrotas. Tsuboi ainda conseguiu
passar de fase, mas nas oitavas de final esbarrou em Fan Zhendong, chinês que
posteriormente se consagraria campeão.
Surpreendentemente, o Mundial foi
transmitido por uma emissora de esportes de um canal fechado daqui. Não sei se
por apoio à modalidade esportiva ou porque agora o esporte está atraindo
maiores olhares e, consequentemente, maiores ganhos financeiros. Mas o que
importa é que muitas pessoas tiveram o privilégio de assistir ao torneio,
admirar, aprender, conhecer e expandir os horizontes esportivos.
Os chineses, como sempre, despontam
como favoritos ao título. De fato, estão degraus acima do resto do mundo, o que
me leva arriscar a dizer que talvez o campeonato nacional chinês seja até mais
disputado do que o Mundial. Por inúmeros fatores, como a cultura que elege o
esporte como o principal, talvez maior aptidão e, sem dúvida, treinos
exaustivos. Nesse panorama, outro centro responsável pela produção de bons
mesatenistas atualmente é a Alemanha (inclusive, o melhor mesatenista
brasileiro, Hugo Calderano, treina lá) e a Copa do Mundo evidenciou isso. Nas
semi-finais o cenário era o seguinte: um jogo era disputado entre alemães e
outro, entre chineses. Além disso, nas competições por equipes, e inclusive no
ranking, a Alemanha está correndo incansavelmente atrás da China.
A final foi protagonizada por Fan
Zhendong (CHI), jogador de apenas 21 anos, mas com um psicológico extremamente
solidificado e uma técnica irretocável, e Timo Boll (ALE), mesatenista de 37
anos que está há um bom tempo no top 10. E o interessante do esporte é exatamente
essa democracia, há espaço para todos: magrinhos e gordinhos, velhos e novos,
baixos e altos. Exatamente por isso que não poderíamos dizer que Timo Boll
estava atrás por ser mais velho, ou que Fan Zhendong estava em desvantagem por
ser mais novo. Havia, sim, um favoritismo, mas caracterizado antes de tudo pela
nacionalidade. Ao começar o jogo, ele foi confirmado. Fan Zhendong abriu
rapidamente 3 sets de vantagem. Timo Boll, em bom momento, conseguiu ganhar 1 set.
No set seguinte, o alemão aproveitou o embalo e abriu uma boa vantagem, mas
parece que há um botão no chinês e repentinamente ele volta a jogar incrivelmente.
Assim, o jovem chinês virou o set, ganhou a partida de 4 a 1 e sagrou-se
campeão.
MATEUS PEDROSA
Após longo
período de seca, marcado pelos fortíssimos bastidores com novelas envolvendo
grandes negociações, rumores e até confusões, mais um capítulo da melhor liga
de basquete do mundo começa esta semana. E se você ainda não deu uma chance a
esse esporte maravilhoso, não sabe o que está perdendo, porque atrações não
faltam.
O Golden
State Warriors continua o time a ser batido, principalmente agora que a
"panela" foi fortalecida com a chegada de DeMarcus Cousins, um dos
melhores pivôs da liga. Mas o que fez todo o mundo estremecer não foi isso. O
Los Angeles Lakers conseguiram arrastar Lebron James, um dos melhores jogadores
de todos os tempos, por 4 temporadas, o que propiciará uma grande evolução na
franquia, aliando as incontáveis qualidades do astro com as dos jovens
jogadores do time.
O Boston Celtics seguem firme para a conquista do título da
Conferência Leste para posteriormente bater de frente com os grandes da outra
conferência. Se o time conseguiu chegar a final, e quase vencê-la, com a ausência
de Kyrie Irving e Hayward, não sei onde essa equipe pode parar com o elenco
completo. Além disso, correm por fora o Philadelfia 76ers, uma equipe jovem
e com um potencial incrível, guiada principalmente pelo último calouro da
temporada, Bem Simmons, e pelo exímio pivô Joel Embiid, e o Toronto Raptors,
que agora conta com Kawhi Leonard em seu elenco. San Antonio Spurs, apesar da
perda com a aposentadoria de Manu Ginobili, se reforçou com a chegada do all
star DeMar DeRozan.
Além disso, também vale ficar ansioso para saber o desempenho do Houston
Rockets, o único time que foi de fato um adversário a altura dos Warriors. Além
de James Harden, "O Barba", e Chris Paul, Carmelo Anthony chegou para
reforçar a constelação da franquia. Se isso não foi persuasivo o suficiente
para voltarmos a atenção para a NBA, ainda há os espetáculos individuais de
Anthony Davis pelo New Orlenas Pelicans, de Karl-Anthony Towns pelo Minnesota
Timberwolves, de Antetokounmpo pelo Milwaukee Bucks, de Donovan Mitchell pelo
Utah Jazz e, para não se tornar enfadonho, de Westbrook pelo Oklahoma City
Thunder.
Organização, espetáculo, emoção, rivalidade e, principalmente, disputa
não faltarão.