MATEUS PEDROSA
Em todos os espectros da vida social é de extrema
dificuldade chegar-se a um consenso. Talvez no âmbito esportivo ocorra as
maiores divergências e polêmicas nas discussões acerca do ponto de vista de
cada um. Mas no basquete, atualmente, é diferente. E tem um motivo: o nome dele
é Lebron James. Não há polêmica quando se decreta que "King James" é
o maior jogador de basquete em atividade, e com certeza um dos maiores da
história. Inclusive, já há defensores do atleta afirmando que ele é, sim,
melhor que Michael Jordan. Neste mérito, a discussão é infindável.
Lebron desde cedo se destacou, pulando uma fase para
chegar a NBA. O normal é os jogadores saírem do colégio, passarem para a
universidade e depois dela serem selecionados pelos grandes times da Liga
Americana, mas Lebron James é especial, passou direto da High School para
a NBA. O jogador é realmente impressionante, deixa os espectadores e
telespectadores perplexos a cada nova jogada genial, que só ele é capaz de
fazer. Além disso, carrega consigo números irrefutáveis, é o maior cestinha em
atividade, tornou-se o quinto maior cestinha da história nesta quinta (15),
está presente nas finais da Liga desde 2011, alcançando o recorde de 8 finais
consecutivas, entre outros tantos números já alcançados pelo atleta.
O jogador tem um peso enorme dentro de um time,
obviamente. Isso é claro ao olharmos para o Cleveland Cavaliers, antigo time do
atleta, que sofreu poucas alterações no seu elenco, e amarga a última posição
na classificação depois de órfão do "Papai Lebrão". Já o Los Angeles
Lakers, capenga na temporada anterior, mostra bastante competitividade após a
chegada do King para formar um time com bastante potencial junto aos jovens de
LA.
Fazendo o paralelo com o universo futebolístico, costumo
dizer que Lebron James é nada mais, nada menos, que a soma de Messi e Cristiano
Ronaldo. Assim como Messi, o atleta consegue elaborar jogadas inimagináveis,
demonstrar uma criatividade única, e o melhor: todo mundo sabe, geralmente, quais
movimentos ambos os atletas irão executar, mas ninguém consegue os deter. Já o
outro lado de Lebron, mais parecido com o craque português, também é nítido.
Aos 33 anos, o atleta tem um físico exemplar: é forte, resistente e raramente
se machuca. Tanto é que na temporada passada, ele jogou todos os jogos da
temporada pelos Cavaliers, alcançando a marca de mais de 82 jogos, e em muito
deles, o jogador jogava quase o tempo integral. Além disso, Lebron consegue ser
um líder como Cristiano Ronaldo, sempre guiando o time e impondo a qualidade
técnica e a capacidade moral para motivar os demais companheiros. Por fim, a
última semelhança é fora de quadra. "The King James" é tão focado
quanto o craque da Juventus nos treinamentos, chegando sempre mais cedo nos
treinamentos e saindo mais tarde.
É por essas e por muitas outras razões que, aqui,
humildemente eu deixo minha admiração. Além de despertar minha paixão pelo
basquete, me alegrar a cada jogo, e contagiar milhões de pessoas ao redor do
mundo, Lebron James é extremamente ativo fora das quadras, tentando oportunizar
uma melhor vida para o próximo. Na minha curta vida no esporte, não consigo ter
dúvidas, Lebron é o maior atleta que já vi jogar.