A Agência Estadual de Meio Ambiente (CPRH) promove, desta segunda (26) até a sexta-feira (30), a Semana da Biodiversidade de Pernambuco, com atividades em diversos municípios pernambucanos, do Litoral ao Sertão.
"A proposta é falarmos da gestão e da fiscalização da fauna silvestre e também apresentarmos as pesquisas que estão sendo realizadas, tanto sobre animais silvestres, como nas Unidades de Conservação administradas pela CPRH", explicou o diretor presidente da CPRH, Eduardo Elvino. Também haverá mostra de vídeos e exposições fotográficas das Unidades de Conservação.
No seminário “Pesquisas técnico científicas e suas contribuições para gestão da biodiversidade do estado de Pernambuco", que será realizado, nessa terça-feira (27), no auditório do Centro de Biociências da UFPE (Av. Prof. Moraes Rego, 1235 - Cidade Universitária - Recife), será lançado o livro "Pesquisas Científicas e Práticas de Educação Ambiental no Refúgio de Vida Silvestre Matas do Sistema (RVS) Gurjaú", com distribuição gratuita aos participantes do evento. O Refúgio é uma Unidade de Conservação de Proteção Integral, que abrange parte dos municípios de Jaboatão dos Guararapes, Cabo de Santo Agostinho e Moreno, totalizando uma área de 1.077,1 hectares de área protegida. Umas das pesquisas na área revelou a existência de uma espécie de borboleta, que até então não havia sido registrada por pesquisadores.
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A programação contempla ainda atividades de educação ambiental, soltura de animais e a campanha de entrega voluntária de animais silvestres. A criação e comercialização de animais silvestres é crime ambiental e o infrator está sujeito às penalidades previstas na legislação ambiental. "Quando a entrega dos animais silvestres é feita de forma voluntária, quer seja na CPRH ou no Centro de Triagem de Animais Silvestres de Pernambuco e nessas campanhas de conscientização, não aplicamos penalidades", explicou Elvino.
A programação completa da Semana da Biodiversidade de Pernambuco está disponível na página da Agência (www.cprh.pe.gov.br), com atividades gratuitas, e pode ser vista também clicando AQUI.
As inscrições do Sistema de Seleção Unificada (Sisu) 2019 poderão ser feitas de 22 a 25 de janeiro, conforme edital divulgado pelo Ministério da Educação (MEC). O programa oferece vagas em universidades públicas. O número total de vagas, bem como o número de instituições que participarão do programa ainda serão divulgados.
Podem concorrer às vagas do Sisu os estudantes que tenham feito o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2018 e obtido nota acima de zero na prova de redação. Além disso, os candidatos poderão se inscrever no processo seletivo em até duas opções de vaga, especificando, em ordem de preferência, as suas opções em instituição de educação superior participante, com local de oferta, curso e turno, e a modalidade de concorrência.
Os resultados individuais do Enem serão divulgados no dia 18 de janeiro. Os gabaritos das provas estão disponíveis para consulta na página do exame.
O Enem foi aplicado nos dias 4 e 11 de novembro a mais de 4 milhões de estudantes em todo o país. No primeiro domingo, os estudantes fizeram provas de linguagem, ciências humanas e redação. No segundo domingo, fizeram provas de ciências da natureza e matemática.
Além de concorrer às vagas do Sisu, os participantes do Enem poderão concorrer a bolsas em instituições privadas, pelo Programa Universidade para Todos (ProUni) e participar do Fundo de Financiamento Estudantil (Fies).
Proposto pela Comissão de Acessibilidade e Mobilidade Urbana da Câmara do Recife, o substitutivo ao projeto de lei de autoria do Poder Executivo (nº 11/2018) foi aprovado, nesta quarta-feira (21), em primeira e segunda discussões, pelo plenário da Casa José Mariano. A matéria trata do uso intensivo do sistema viário para o transporte individual privado e remunerado de passageiros intermediado por plataformas digitais.
O projeto cria obrigações aos serviços de transporte individual por aplicativo, como a apresentação de certificado de seguro contra acidentes pessoais a passageiros e o uso de veículos com no máximo oito anos de fabricação. Também passarão a ser cobrados tributos sobre os valores pagos por viagem que variam entre 1% e 2%.
Apesar da aprovação por unanimidade em ambas as votações – foram 27 e 26 votos a favor, respectivamente –, a discussão do substitutivo contou com um amplo debate na Casa de José Mariano, que teve suas galerias lotadas por representantes dos taxistas e dos motoristas vinculados a aplicativos. No centro das discussões desta quarta-feira estavam as emendas apresentadas em plenário no último dia 7 de novembro.
A primeira emenda votada, que havia sido proposta pelo vereador Aerto Luna (PRP), ligado aos taxistas, pedia o congelamento do número de motoristas dos aplicativos durante o período, de até um ano, em que serão realizados os estudos técnicos previstos pelo substitutivo ao projeto de lei. Rejeitada pelas comissões de Legislação e Justiça e de Acessibilidade e Mobilidade Urbana, a emenda também não conseguiu a aprovação do plenário e não vai compor o texto final da matéria.
Já a emenda seguinte, apresentada pelo líder do governo na Câmara, o vereador Eriberto Rafael (PTC), recebeu do plenário a confirmação do parecer positivo que recebeu das comissões de Legislação e Justiça e de Acessibilidade e Mobilidade Urbana. A proposta retirou do substitutivo a obrigação dos motoristas dos aplicativos de manterem uma identificação do tipo QR Code na traseira dos automóveis.
Tramitação
O projeto de lei do Poder Executivo 11/2018 tramita na Câmara Municipal do Recife desde o dia 11 de maio deste ano. Ao todo, o projeto de lei recebeu 51 emendas e foi debatido em duas reuniões públicas antes de ir ao plenário.
Após diversos debates e deliberações, chegou-se à conclusão de que o projeto necessitava de alterações para adequar seu teor às questões abordadas e analisadas nas reuniões. Com o intuito de apresentar uma proposta com conteúdo resultante de todas essas análises, a Comissão de Mobilidade apresentou um substitutivo em agosto. Ele foi incluído na pauta de votação no início deste mês de novembro, mas por ter recebido duas emendas de plenário, precisou a retornar para a análise das comissões.
Após a aprovação em duas discussões nesta quarta-feira, o substitutivo segue para a sanção do prefeito Geraldo Julio (PSB). O chefe do Poder Executivo da capital pernambucana tem 15 dias úteis para se pronunciar.
Recentemente, no dia 6 deste mês, o ex-Sargento Luiz Fernando Borges foi condenado a 28 anos e 6 meses de prisão pelo assassinato do jovem estudante Mário Andrade Lima. O homicídio aconteceu em julho de 2016 e todo o processo de denúncia e julgamento do acusado vinha se arrastando dentro desses 2 anos e 4 meses. Finalmente, porém, Joelma, sua mãe, pôde comemorar a condenação do ex-Sargento; uma espécie de alívio para alguém que via a história de seu filho quase ser apagada pela impunidade.
O caso aconteceu no Ibura, em Recife. As testemunhas oculares relataram que Mário e um amigo andavam de bicicleta, até que colidiram com o carro do ex-sargento condenado. Após a colisão, Luiz teria ordenado que Mário deitasse no chão, dado-lhe algumas coronhadas e desferido três tiros. O amigo dele conseguiu fugir, mas a situação foi fatal para o adolescente que, a época, tinha apenas 14 anos.
Infelizmente, não posso afirmar que Mário protagonizou um acontecimento raro. Na verdade, situações como essas acontecem com frequências absurdas, sendo (quase) sempre mascaradas pelos mesmos oficiais que cometem esses abusos e crimes, como o ex-Sargento condenado. O sistema punitivo, no Brasil, parece ter alvos marcados, seletivamente escolhidos através de uma lógica que coloca recortes específicos da população como verdadeiros inimigos públicos.
“Quando mata? Quando mata a sensação é só de dever cumprido, né. Dizer que cheguei em casa e não dormi, eu vou estar mentindo”. Essa foi uma das falas proferidas por Rodrigo Pimentel, ex-Capitão do Batalhão de Operações Especiais (BOPE), em uma entrevista realizada em 1997. A fala, ou melhor, a naturalidade da fala do ex-Capitão nos dá uma boa pista de como funcionam algumas das lógicas em que se constrói a atuação do sistema punitivo como um todo.
Na ocasião da sua entrevista, Rodrigo narrava que o seu “dever” era sempre cumprido dentro de favelas, como a do Alemão, no Rio de Janeiro, que neste lugar o BOPE realizava quase que a totalidade de suas ações. A favela, a periferia, o local onde as pessoas de baixa renda normalmente moram, à margem da sociedade, é visto como um local de contaminação. O lugar de onde saem os maiores males, os que afetam a segurança e a moralidade da população, como o tráfico de drogas, por exemplo. Ela não faz parte da sociedade, ela macula a sociedade. Essa perspectiva coloca os favelados enquanto inimigos. E basta isso para que se entenda todo o restante.
Se lidamos com inimigos, matar é, sim, digno de dar a sensação de dever cumprido. Se lidamos com inimigos, direitos básicos, como a presumir a inocência de quem está se abordando, por exemplo, não são pensados como direitos.
Mário foi vítima deste processo que coloca os marginalizados contra os “cidadãos de bem”; foi assassinado por estar “no lugar errado, na hora errada”. Talvez aqui comece a real reflexão que gostaria trazer.
Diante de tudo o que descrevi, que não contempla nem de longe toda a complexidade do tema, não consigo entender e nem perceber se temos algo a celebrar. A percepção da necessidade de punição para “expurgar os criminosos” parece cegar a realidade que está diante de nós. Quem venceu com a condenação de mais de 25 anos do ex-Sargento? Os movimentos sociais que apoiaram a mãe de Mário, os familiares de Mário, os amigos e vizinhos de Mário? Não. ‘Quem’ ganha nisso tudo é a imagem redentora que assume o sistema punitivo. O mesmo de que falei durante todo o texto. O mesmo que reforça preconceitos, que põe a pexe de inimigos naqueles à margem da sociedade, que nega direitos à pessoas específicas moradoras de localidades específicas.
Diante da condenação do homem que tirou a vida de Mário, comemorar é o mesmo que aplaudir o assassinato do jovem. Mário não foi morto por uma pessoa, foi morto por uma lógica que parece entranhada no sistema. Comemorar a vitória do sistema, é comemorar a derrota de Mário. Confesso que é difícil livrar-se desse sentimento, talvez até impossível. Ainda mais quando penso na dor de Joelma, sua mãe, e de todos os seus familiares que viram um rapaz de 14 anos ter seu futuro anulado.
Encerro o texto com peso no coração. Não quis e não quero com ele propor a solução para alguma problemática. Quis expor uma realidade, falar dela. A sensação, enfim, é de que o único caminho possível é apoiar e dar forças à família. O que parece é que até quando ganhamos, perdemos.
A Prefeitura do Recife, por meio da Secretaria de Mobilidade e Controle Urbano (Semoc) e da Autarquia de Trânsito e Transporte Urbano (CTTU), realiza nova intervenção viária na Zona Oeste da Cidade. Desta vez, a ação consiste na mudança de circulação, implantação de um binário e no ordenamento de estacionamento em vias do Bairro da Madalena. As mudanças, que passam a valer a partir deste sábado (17), fazem parte do plano de circulação viária implantado na área no início deste ano.
Com a intervenção, a Avenida Beira Rio e a Rua Demócrito de Souza Filho, formarão um binário no trecho entre a rua José Osório e a Rua Altinho. Com isso, a Avenida Beira Rio passa a ser mão única, sentido Ponte Professor Moraes Rego, mais conhecida como a Ponte do Capunga. Assim, os condutores oriundos da via poderão seguir em frente, sentido Torre, virar à direita na ponte ou ainda acessar à esquerda na Rua José Osório, que também terá sentido único de circulação. Dessa forma, não será permitida a circulação na Rua José Osório, no sentido Ponte do Capunga e Madalena.
Para viabilizar a mudança, a Rua Demócrito de Souza Filho passa a ter sentido de circulação invertido, no trecho entre a Rua José Osório e a Rua Altinho. Já a Rua Altinho passa a ser mão única, no sentido Avenida Beira Rio. Quem vem pela Avenida Beira Rio, no sentido Praça do Internacional, deverá girar à direita na Rua José Osório, entrar na Rua Demócrito de Souza Filho, em seguida na Rua Altinho até a Avenida Beira Rio. O mesmo percurso deverá ser feito para quem vem pela Avenida Beira Rio, sentido Torre, e deseja retornar ao Bairro da Madalena. O retorno também poderá ser feito pela Rua Professor José Torres Pires. Já a circulação na Rua Demócrito de Souza Filho permanece a mesma para quem vem pela Rua Benfica, no entanto, o condutor deverá entrar obrigatoriamente na Rua Altinho.
Para a ação, a CTTU vai implantar cerca de 60 placas de sinalização vertical e ainda realizar o tratamento de travessias de pedestres. Um efetivo de agentes e orientadores de trânsito permanecerá na localidade, realizando o trabalho de monitoramento e orientação.
ESTACIONAMENTO – A CTTU irá reordenar o estacionamento nos locais que receberão intervenções viárias para garantir a circulação dos veículos. Na Rua Demócrito de Souza Filho, no sentido Rua Benfica, o estacionamento será proibido no lado direito da via, já o lado esquerdo terá proibição de estacionamento com horário. Ambos os lados da Rua Altinho não terão permissão de estacionamento. Na Rua Renato de Medeiros haverá proibição de estacionamento no lado direito da via, sentido rua Demócrito de Souza Filho. Por fim, a Rua Bartolomeu de Gusmão não terá permissão de estacionamento no lado direito, no sentido Avenida Visconde de Albuquerque.
No segundo domingo de provas, 1.610.681 estudantes faltaram ao Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), o que representa 29,2% dos 5.513.726 inscritos. O índice é maior do que o do domingo passado, que foi de 24,9%, mas é menor que as taxas registradas no segundo dia de provas em 2016 e 2017.
O ministro da Educação, Rossieli Soares, afirmou ser normal o aumento de ausências no segundo dia do exame. “O número de ausências foi menor que nos últimos anos, mas é um pouco maior do que no primeiro dia, o que é normal. Às vezes, o aluno não tem o desempenho que deseja ou imagina e acaba não indo no segundo dia”, argumentou.
Neste domingo, 66 estudantes foram eliminados, a maioria por descumprimento das regras gerais do edital, como sair antes do horário permitido, usar material impresso e não atender a orientações dos fiscais. Dois foram eliminados na revista no detector de metais e por recusa na coleta dos dados biométricos.
Em nenhum local, a aplicação da prova foi suspensa. “A logística da aplicação funcionou maravilhosamente bem. Foi a melhor aplicação da história do Enem”, afirmou o ministro.
Os 1.752 participantes afetados, no domingo passado (4), pela interrupção de energia elétrica, em Porto Nacional (TO) e Franca (SP), têm direito à reaplicação, dia 11 de dezembro, das provas de linguagens, redação e ciências humanas. As provas para pessoas privadas de liberdade serão aplicadas dias 11 e 12 de dezembro.
Os participantes responderam, neste domingo, às questões de matemática e ciências da natureza. Foram cinco horas para resolver 90 questões. As provas foram aplicadas em 10.718 locais, distribuídos em 1.725 municípios. São cerca de 600 mil pessoas envolvidas na aplicação do Enem.
O gabarito oficial será divulgado em 14 de novembro, juntamente com os cadernos de questões. Já o resultado deverá ser divulgado até o dia 18 de janeiro de 2019.
A nota do Enem pode ser usada para concorrer a vagas no ensino superior público pelo Sistema de Seleção Unificada (Sisu) ou a bolsas em instituições privadas, pelo Programa Universidade para Todos (ProUni) e para participar do Fundo de Financiamento Estudantil (Fies).
A partir deste sábado (10), boletos vencidos poderão ser pagos em qualquer banco ou correspondente e não apenas na instituição financeira em que foram emitidos. Isso será possível com a conclusão da implementação da Nova Plataforma de Cobrança (NPC), sistema desenvolvido pela Federação Brasileira de Bancos (Febraban) em parceria com os bancos.
Na última fase do processo, passa a ser obrigatório o cadastramento de títulos referentes a faturas de cartão de crédito e doações no novo sistema. Segundo a Febraban, além da praticidade, a implementação da NPC torna o processo de pagamento via boleto mais seguro, sem risco de fraudes.
Outra mudança diz respeito ao comprovante de pagamento, que será mais completo, apresentando todos os detalhes do boleto, (juros, multa, desconto, etc) e as informações do beneficiário e pagador.
O projeto da Nova Plataforma de Cobrança começou há quatro anos. Desde 2016 ele vem incorporando na sua base de dados os boletos de pagamentos já dentro das normas exigidas pelo Banco Central, ou seja, com informações do CPF (Cadastro de Pessoa Física) ou CNPJ (Cadastro Nacional de Pessoa Jurídica) do emissor, data de vencimento e valor, além do nome e número do CPF ou CNPJ do pagador.
A Febraban diz que essas informações são importantes para checar a veracidade dos documentos na hora de se fazer o pagamento. Caso os dados do boleto a ser pago não coincidam com aqueles registrados na base da Nova Plataforma, ele é recusado, pois o boleto pode ser falso.
Para fazer a migração do modelo antigo de processamento para o atual, os bancos optaram por incluir os boletos no novo sistema por etapas, de acordo com o valor a ser pago. Esse processo começou em meados do ano passado para boletos acima de R$ 50 mil (os de menor volume) e termina no dia 10 de novembro, com a incorporação dos boletos de cartão de crédito e doações.
A previsão inicial era que o processo fosse concluído em 22 de setembro. Entretanto, em junho deste ano, após dificuldades de clientes para pagar boletos, a Febraban alterou o cronograma.
Com uma participação de cerca de 40% do total de títulos emitidos no país, os boletos de cartões de crédito e doações têm uma característica em comum: o valor a ser pago pelo consumidor pode não ser exatamente o que consta em cada boleto.
No caso dos cartões, porque há opções de pagamento, como valor mínimo, duas ou três parcelas. No caso das doações, ele também pode escolher um valor diferente do que está impresso no boleto.
Segundo a Febraban, da mesma forma que nas fases anteriores, se os boletos não estiverem cadastrados na base do novo sistema, os bancos irão recusá-los.
Se isso acontecer, o pagador deve procurar o beneficiário, que é o emissor do boleto, para quitar o débito ou solicitar o cadastramento do título.
Principal corredor de ônibus e de pedestres do Recife, a Avenida Conde da Boa Vista, que conecta o Centro às zonas Norte e Oeste da capital, passará por uma grande requalificação promovida pela Prefeitura do Recife. Os estudos, que tiveram início em 2016 e foram realizados pela Secretaria de Infraestrutura e Habitação e Secretaria de Mobilidade e Controle Urbano (Semoc). O investimento em qualificação será de cerca de R$ 15 milhões e a obra começará em março de 2019, com prazo de término de um ano.
Para viabilizar o início das mudanças, duas licitações foram publicadas no Diário Oficial do Município, nos dias 1º e 6 de novembro, referentes aos passeios públicos e à iluminação, respectivamente. Pedestres, passageiros de ônibus, ciclistas e motoristas devem ser beneficiados. Segundo estudo da PCR, cerca de 310 mil pessoas circulam pela Conde da Boa Vista diariamente, sendo 50% usuários das 49 linhas de ônibus e 4 de BRT, 40% de pedestres e menos de 10% utilizando carros.
Serão instaladas iluminação em LED, inclusive com postes específicos para pedestres, canteiro central ajardinado e floreiras nas calçadas, plantação de 90 árvores, as calçadas terão mais de 2.000m² de ampliação e receberão esquinas alongadas. Duas paradas de BRT serão construídas no canteiro central, substituindo as seis existentes atualmente. Os pontos de embarque e desembarque dos outros ônibus serão requalificados e, segundo a Prefeitura, ficarão “mais confortáveis”.
Bicicletários e bancas para vendedores ambulantes cadastrados serão colocados ao longo da avenida. Rampas e pisos acessíveis serão instalados, além de nova sinalização na travessia dos pedestres - também com piso elevado; ilhas de travessia, mais lixeiras e novas programações nos semáforos, que devem priorizar os pedestres. As faixas para atravessar a via serão ampliadas. Hoje, são cinco espaços e, com a obra, o número aumentará para 13.
No período de duração da obra, esquemas de mobilidade serão implantados à medida em que a obra for avançando no cronograma previsto.
CICLISTAS
O projeto receberá em seu entorno uma nova malha cicloviária. Dessa forma, todo o Centro ficará interligado, com os bicicletários instalados, aos bairros da Soledade, Santo Amaro, Santo Antônio, São José, Ilha do Leite, Coelhos e bairro do Recife. De acordo com o projeto, bicicletários serão instalados e permitirão que os ciclistas coloquem suas bicicletas e, assim, caminhem nas vias arteriais.
CIRCULAÇÃO
No sentido cidade-subúrbio, não haverá restrição de circulação. Já no sentido subúrbio-cidade, veículos particulares poderão trafegar na via para acesso local, com possibilidade de prosseguir apenas por uma quadra e, então, sair da avenida. Também serão instalados quatro novos equipamentos de fiscalização eletrônica para coibir passagem irregular de veículos.
COMÉRCIO POPULAR
Ambulantes cadastrados poderão trabalhar nos fiteiros dispostos ao longo da Avenida Conde da Boa Vista ou nos centros de comércio localizados nas ruas da Saudade e 7 de setembro, que serão entregues em 2019. O objetivo é preservar a circulação dos pedestres, segundo o novo projeto.
YURI MENDES No último domingo (4), aconteceu o primeiro dia de provas do Enem, exame que serve de vestibular para o ingresso nas universidades públicas do país. Dentre as inúmeras críticas de que a prova é alvo – e sobre as quais não falará este texto, consigo perceber uma espécie de vantagem: uma prova a nível nacional, que propõe temas para redações de pessoas em todas as partes do país, provoca, ou tenta provocar, uma reflexão em uma escala tão grande quanto.
O tema é de absoluta relevância, uma vez que estamos diante de um cenário onde um presidenciável se elegeu, com larga vantagem no número de votos de seu adversário, pautado em uma propaganda fundamentalmente voltada a internet. Neste cenário, o tiroteio de acusações de FakeNews e manipulação trouxe ferimentos à confiança de alguns eleitores em qualquer meio de propagação de notícias. A maioria dos eleitores, porém, pareceu ser dopado por algum dos “lados” e assumido cegamente qualquer que fosse a narrativa.
A internet é parte integral da realidade globalizada atual. A sua “grande rival”, a mídia tradicional, já parece ter entendido isso em algum nível, tendo buscado se incorporar a ela de diversas maneiras. A velocidade das informações, o encurtamento das distâncias e a democratização dos espaços de opinião são marcas arraigadas a esta geração. Debaixo dessa sensação de liberdade, as pessoas constroem opiniões e compartilham ideias com os que estão no seu círculo de diálogo.
Digo sensação pelo fato de que a frequência da manifestação das opiniões, o volume de materiais existentes nas redes traz consigo um absurdo recorte das reais dimensões do Brasil, em termos de sociedade, espaço territorial, realidades. A percepção é de que diante dos expressivos mil, dez mil, cem mil amigos e/ou seguidores encontra-se o país em sua totalidade. Não há engano maior e pior. Justo por isso que é comum falarmos algo como “essa pessoa vive no mesmo Brasil que eu vivo?!”, quando diante de um pensamento contrário ao que é recorrentemente presente em nossas “timelines”. Pois é, talvez não.
Uma das inúmeras funcionalidades presentes nas mais diversas redes é a capacidade de manipular o conteúdo que chega ao usuário com base no que ele pesquisa, no que passa mais tempo vendo, no que segue. Esse mecanismo, além de diversos outros, tende sempre a formar bolhas digitais dentro das quais encontram-se as pessoas com posições ideológicas, religiosas, políticas parecidas ou iguais.
O processo comum que se vê acontecer é a perda progressiva da capacidade de dialogar por parte dessas pessoas. A comunicação deixa de ser honesta; torna-se um duelo de discursos. “Não vamos estender a conversa; você tem a sua opinião, eu tenho a minha e nenhum de nós vai mudar”, e outra fala comumente encontrada em debates, por assim dizer, nas redes. Essas atitudes reforçam e reproduzem a dificuldade do intercâmbio de vivências das pessoas.
Muito mais que opiniões, diversas realidades são invisibilizadas por estas bolhas. Dentro delas, existe apenas a reprodução de mais do mesmo que será repetido de novo, de novo e de novo. Este Brasil se parece, então, como um mosaico estilhaçado: diversos pequenos pedaços demonstram partes, mas jamais a grandeza, em todas as qualidades e imperfeições, de toda a obra. Ir em direção ao contraditório, ao que diverge do que pensamos, parece ser uma atitude de resistência. De quem quer apreciar a obra inteira, de quem deseja exercer cidadania verdadeiramente consciente de que o Brasil não cabe e nunca caberá de em bolhas, sejam elas de qualquer tipo.