( Foto: Evaristo Sá / AFP )
JOSÉ MATHEUS SANTOS
Na próxima quinta-feira, 2 de agosto, completa-se um ano da votação da primeira denúncia contra o presidente Michel Temer (MDB). 264 deputados salvaram o emedebista da investigação no Supremo Tribunal Federal. Observando bem o número, pode-se perceber que Temer tinha, em um dos momentos mais difíceis de seu governo, mais da metade da Câmara Federal como aliada, afinal, são 513 parlamentares na Casa. Naquele dia, muitos deputados alegaram que a manutenção do presidente no cargo seria pela “estabilidade econômica e política” do país.
Hoje, quase um ano depois, duas questões podem ser percebidas. A primeira, um efeito dominó, pois quase nenhum deputado chegará à eleição como candidato a qualquer cargo alegando que é aliado do presidente, visto que Temer tem aprovação de cerca de 5% da população. Se outrora os deputados eram “amigos”, hoje, querem distância. Inclusive, a maioria daqueles que ajudaram Temer, pelo menos enquanto tem o mandato, a se livrar de processo no STF, nem apoiam o pré-candidato do governo à Presidência, Henrique Meirelles (MDB), ex-ministro da Fazenda.
365 dias podem mostrar mudanças, inclusive, modificações por parte do eleitor. Se você, caro amigo, era a favor da investigação a Temer, procure saber deputados que votaram de acordo com sua visão, e vice-versa. Não dá para o cidadão apenas votar em qualquer nome para o Parlamento e depois reclamar. Nada fez visando aos horizontes do país. É importante que vocês, nobres leitores, sejam coerentes tanto na hora de debater com um colega, vizinho ou conhecido como na hora de votar. E, por último, precisamos reconhecer que, mais importante que um voto para Presidente, são os votos para deputados e senadores.
SABATINA => A GloboNews realizará uma sabatina de duas horas com cinco candidatos à Presidência nesta semana. De segunda até sexta, serão entrevistados, nesta ordem, Álvaro Dias (Podemos), Marina Silva (Rede), Ciro Gomes (PDT), Jair Bolsonaro (PSL) e Geraldo Alckmin (PSDB). O pré-candidato do PT, Luiz Inácio Lula da Silva, ficou de fora por conta da prisão. O PT protestou e a GloboNews disse que, somente se a Justiça autorizasse, que o ex-presidente participaria da série. Miriam Leitão comandará as sabatinas a partir das 22h30 durante os cinco dias.
SEMANA DECISIVA => Desta semana não passa. Haverá, finalmente, a definição de vagas que ainda não foram preenchidas nas disputas em Pernambuco. No caso da frente “Pernambuco Quer Mudar”, Armando Monteiro (PTB) será o candidato a governador e Mendonça Filho (DEM) e Bruno Araújo (PSDB) serão os postulantes do Senado. Faltando apenas o nome do vice. A convenção do PTB, que lançará Armando, será sábado no Centro de Convenções.
MAIS UM PERRENGUE DO PT => Se não tiver briga e disputa, não é o PT. Na quinta-feira, haverá, na sede do partido, votação entre os 300 delegados do PT estadual entre ter aliança com o governador Paulo Câmara, o que é defendido pelo senador Humberto Costa, ou ter candidatura própria, no caso, o nome mais forte é da vereadora do Recife Marília Arraes. Caso ela seja confirmada como candidata ao Governo do Estado, um dos senadores da chapa será o deputado federal Silvio Costa (Avante). Falta definir a outra vaga para o Senado e o vice, que deve ser do PROS.
A HORA H PARA PAULO => No domingo, no Clube Internacional do Recife, acontecerá a convenção do PSB, confirmando o nome de Paulo Câmara como candidato à reeleição em Pernambuco. Um dos postulantes ao Senado da chapa será Jarbas Vasconcelos (MDB). O outro nome fica entre Humberto Costa (PT), caso haja aliança, como dito acima, José Queiroz (PDT), ex-prefeito de Caruaru e Luciana Santos (PCdoB). A vice também pode ficar com estes dois últimos ou um nome do PP, que tem a maior bancada na Assembleia Legislativa. Raul Henry, atual vice-governador, será candidato a deputado federal.
PERGUNTO => Por onde anda o presidente Michel Temer, que mal aparece na mídia?
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